Economia

Em Nova York, Ilan indica que Copom vai cortar juros em maio

| 16/04/2018 - 21:10

Em Nova York, Ilan indica que Copom vai cortar juros em maio

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, reafirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia como apropriado um corte de juros adicional no seu encontro de maio. Depois disso, o comitê interrompe o ciclo iniciado em outubro de 2016 para avaliar os próximos passos. Segundo Ilan, o corte adicional mitiga o risco de a inflação demorar para convergir às metas, de 4,5% neste ano e de 4,25% em 2019.
Para o presidente, o Copom tem de balancear duas dimensões da política monetária: a convergência da inflação à meta em ritmo adequado e garantir a conquista da inflação e juros baixos mesmo em ambiente de choques adversos.
O BC disponibilizou em seu site a apresentação que Ilan está usando, esta semana, em sua viagem aos Estados Unidos. Ontem (16/04), o presidente do BC participou de café da manhã com investidores organizado pela Câmara Americana de Comércio, em Nova York. Na sequência, teve uma reunião com Nuno Câmara, gestor de portfólio na Soros Fund Management, e Christian Broda, diretor-gerente na Duquesne Capital Management. À tarde, Ilan participou de almoço para investidores, organizado pela Market News International e, no fim do dia, de reunião com investidores organizada pela XP Investimentos.
Segundo a apresentação do presidente do BC, o Brasil deve persistir no caminho de ajustes e reformas para garantir inflação baixa, menor juro estrutural e recuperação econômica.
Ilan voltou a destacar a ocorrência de três fenômenos positivos na economia brasileira: a queda da inflação, o juro baixo e a retomada da atividade.
Segundo o presidente do BC, o cenário global é favorável, com crescimento e juros baixos em diversas partes do mundo. Tal quadro dá suporte ao apetite por risco com relação às economias emergentes. Mas alertou que esse cenário não vai durar para sempre.
No lado doméstico, a avaliação é de que os indicadores mostram consistente recuperação da atividade. E que a inflação está convergindo paras metas.
Ilan também apresentou o balanço de riscos para a inflação e disse que a política monetária tem flexibilidade para reagir a esses riscos.
O risco de baixa para a inflação vem da possibilidade de propagação, via mecanismos inerciais, do atual patamar de preços. No outro lado, está a possibilidade de frustração com as reformas, aliada a uma reversão do cenário global positivo para emergentes.
Fonte: Valor Econômico (valor.com.br)
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