Cultura

Com o samba ele conquistou o Brasil

| 02/02/2018 - 20:50

Com o samba ele conquistou o Brasil

Um dos artistas brasileiros mais populares completa 59 anos nesse fim de semana. Jessé Gomes da Silva Filho nasceu na capital fluminense em 04 de fevereiro de 1959 e desde cedo, influenciado por sua família, freqüentava as rodas de samba, típicas do Rio de Janeiro. Ainda menino, portanto, teve seus primeiros contatos com sambistas dos subúrbios cariocas e iniciou sua carreira tocando e cantando nos bairros de Irajá e Del Castilho, onde foi criado. Como desde cedo já trocava as aulas por uma boa roda de samba, estudou somente até a quarta-série e não quis mais saber de escola. Apaixonado por samba, o menino cresceu, fez muito sucesso com o gênero musical e ficou conhecido nacionalmente por seu nome artístico, Zeca Pagodinho.
A trajetória de Zeca, como a de outros artistas, não foi fácil. Nos anos 70, o partido-alto, um estilo de samba, começava a se tornar uma febre nos subúrbios do Rio. E entre um samba e outro, Zeca se virava como podia. Foi feirante, camelô, office-boy, contínuo e anotador de jogo do bicho. Fez de tudo um pouco. Nessa época, surgiram amizades valorosas com nomes como Monarco, Almir Guineto e Arlindo Cruz. Freqüentava também as rodas do Cacique de Ramos, localidade exponencial do samba na Cidade Maravilhosa.
No inicio dos anos 80, Pagodinho começava a se estabelecer como um versador de respeito. Em parceria com o flautista e partideiro Cláudio Camunguelo, teve sua primeira música gravada: “Amargura”. A faixa entrou no repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal, fundado em 1977 e originário do Cacique de Ramos. A aproximação com o grupo acabou levando Zeca Pagodinho para perto de Beth Carvalho, que se tornou sua madrinha no samba (foi ela quem gravou seu primeiro sucesso: “Camarão que Dorme a Onda Leva”). A madrinha ainda gravou “Jiló com Pimenta” (Arlindo Cruz e Zeca). Depois foi a vez de Alcione registrar “Mutirão do Amor” (Zeca, Sombrinha e Jorge Aragão) no LP “Almas e Corações”, de 1983. Em 1985 foi lançada a coletânea “Raça Brasileira”, que continha três músicas de autoria de Zeca, e que vendeu mais de 100 mil copias.
Em 1986, o cantor lançou seu disco solo, intitulado “Zeca Pagodinho”, que vendeu mais de um milhão de cópias e seu sucesso não parou de crescer. Em 1995, gravou “Samba pras moças”, e sua popularidade aumentou no país, colocando-o na lista dos principais artistas brasileiros. Ao todo, já gravou mais de 18 discos e é considerado um grande nome do gênero samba e pagode. Sempre fiel a suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebe também reconhecimento da crítica e de artistas e compositores consagrados.
Uma das poucas unanimidades nacionais, elevado ao patamar do mega-estrelato, Zeca Pagodinho fica hoje com os nossos parabéns!
Fernando Baldi Braga
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