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Respeitável público, o espetáculo continua

| 04/01/2018 - 20:15

Da trincheira dos atingidos pelas flechadas de bambu do Ministério Público e da Polícia Federal, surgiram expressões como espetaculização, punitivismo e outras palavras há muito escondidas nos dicionários. A sequência de novas terminologias de impacto tinha como estratégia passar a ideia de que as investigações, as conduções coercitivas, os depoimentos, as audiências, condenações e outros procedimentos inerentes aos processos judiciais visavam, unicamente, atingir e expor aos holofotes da mídia dirigentes e outras importantes lideranças políticas.
Para incendiar ainda mais uma República, que já começava a arder em chamas, as mídias sociais, uma inovação ainda incipiente entre nós, começaram a trocar tiros dos lados desse front, criando e alimentando, a cada dia, um ambiente de cisão e antagonismos jamais visto.
A situação peculiar da política nacional, imposta pelo instável presidencialismo de coalizão, ao unir a esquerda mais radical com a direita mais retrógrada, tanto para administração desastrada do país quanto para o cometimento de um rol de crimes comuns, erigiu uma nova espécie de batalha na qual aos dois lados podiam ser imputados graves crimes de guerra.
Desse amálgama bizarro, o que resultou foi a maior crise política e econômica de toda a história brasileira, elevada a níveis absurdos, que fez tudo parecer um espetáculo midiático tamanha a ousadia e performance dos atores. Para incrementar ainda mais esse enredo de realismo fantástico, entraram em cena personagens jamais vistos e imaginados pelo grande público. Grandes e caros escritórios de advocacia, sessões, ao vivo, do STF e todo um aparato que passou a se constituir no grande circo Brasil. Diante de tão inusitados e estrepitosos acontecimentos, querer falar em espetaculização dos fatos é redundância.
colunadoaricunha@gmail.com;
com Circe Cunha e Mamfil
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