AgroGazeta

A perserverança do produtor rural e a desagregação da cadeia produtiva

| 04/01/2018 - 20:20

A perserverança do produtor rural e a desagregação da cadeia produtiva

Independente de inúmeros fatores, o setor produtivo do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, mesmo com toda PERSEVERANÇA do produtor rural, e diante da vulnerabilidade do valor das commodities, a exemplo da soja e do milho, o resultado da safra 2017/2018 deve provocar uma forte DESAGREGAÇÃO da cadeia produtiva, atingindo diretamente a produção de suínos e aves, principais setores que devem voltar a sofrer as consequências em 2018, da mesma forma que aconteceu no ano de 2016.
A falta de planejamento estratégico entre o estoque do produto, a estimativa da primeira safra de milho (milho verão), e a demanda de consumo que interferem na projeção do mercado futuro, mais uma vez a cadeia produtiva irá sofrer as consequências, simplesmente pela falta de estratégia técnica, de profissionalismo e de investimentos no sistema de levantamento de dados e computação das estatísticas e da viabilidade econômica e social de todo complexo da produção agropecuária.
Estes fatores devem levar o setor produtivo Brasileiro a enfrentar problemas de abastecimento, puro e simplesmente por falta de estruturação das políticas públicas… Os anos passam e as histórias se repetem pelos mesmos motivos.
Tanto a soja como o milho, são produtos indispensáveis na alimentação dos animais, e como se sabe, com maior volume utilizado na composição, o maior peso nos custos da ração fica realmente por conta do milho, a queda no volume da produção da safra de milho verão, o setor da produção de carnes deve sofrer as consequências.
Sabendo disto, os próprios produtores de suínos da Região Sudoeste do Paraná já calculam pagar até R$ 40,00 pela saca de milho em 2018, simplesmente por não se ver plantado milho na safra verão deste ano 2017/2018).
A significativa redução da área de plantio das lavouras de milho já preocupam toda cadeia produtiva de suínos e aves não só do Paraná, Estado auto suficiente na produção de milho quando somada a produção da primeira e da segunda safra. Mas vem preocupando também os produtores do Estado de Santa Catarina, uma vez que dependem de milho de outros Estados.
No Estado de Santa Catarina o abastecimento de milho se daria com a produção dos Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas diante da redução de plantio na primeira safra, lideranças do setor da produção de suínos e aves de SC já falam em desabastecimento e maiores custos de produção devido a distancia do milho disponível no mercado Brasileiro e a falta de logística entre o Mato Grosso e o Sul do Pais, neste sentido, já acreditam da necessidade de se importar milho do Paraguai, e se isso acontecer, deve levar a desestruturar ainda mais o mercado interno do milho Brasileiro.
Percorrendo o Estado do Paraná, entre as regiões do Noroeste ao Sudoeste, do Centro Sul ao Oeste, podemos afirmar que são poucas as lavouras de milho destinadas a produção de grãos, o que se vê são pequenos talhões de lavouras de milho, que em grande parte delas, serão destinadas a silagem forrageira, o que nos leva a crer que entre a área/produção de milho verão estimada e divulgada e a área e produção final de milho obtida no Estado, sem sombra de duvidas a divergência será muito significativa
E o que deve provocar esta divergência?
Esta disparidade dos números em relação a área de plantio/produtividade divulgada nas “estimativas de safra do milho verão” vem impactando no mercado físico e no mercado futuro do milho, este preço baixo praticado no mercado, de certa forma beneficiou os produtores de suínos e aves no ultimo semestre de 2017, porém, em consequência dos baixos preços do milho, deve desestimular e comprometer o planejamento da implantação da segunda safra de milho (milho safrinha), reduzindo ainda mais a produção final da safra 2017/18.
Apesar de toda PERSEVERANÇA dos produtores rurais, a falta de politicas públicas estratégicas, os setores do AGRO vem sofrendo constante DESAGREGAÇÃO de diversas cadeias produtivas, levando a comprometer o resultado econômico e social do setor produtivo do AGRONEGÓCIO BRASILEIRO.
Fonte: Valdir Edemar Fries
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