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Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz

| 17/11/2017 - 21:20

Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz

A Parábola dos Talentos (Evangelho deste domingo) continua a abordar o tema da vigilância responsável do domingo interior. A parábola contém uma lição fundamental: Deus não nos julgará pelas vitórias ou conquistas. Não nos perguntará pelas proezas realizadas e admiradas pelo mundo.O que realmente será considerado é a lealdade, a dedicação e o amor com que vivemos nossas vidas, de modo especial no amor a Deus e aos irmãos preferencialmente os mais humildes.
O texto nos apresenta três tipos de modo de assumir a responsabilidade diante do projeto de Deus. Três servos recebem uma fortuna para ser administrada. O primeiro e o segundo trabalham duro e fazem frutificar a riqueza recebida usando de criatividade e arriscando a própria vida. No entanto, o terceiro servo, “mau e preguiçoso” tem uma imagem falsa do mestre (Deus). O pior é que não o ama. O medo do Senhor o paralisa e o faz agir desajeitadamente, sem correr qualquer risco. Deste modo, preferiu enterrar o talento que recebeu.
Deus espera de nós uma resposta cheia de entusiasmo, um compromisso que nasce do amor e da vontade em assumir riscos e enfrentar dificuldades. O talento pode significar as habilidades naturais, dons e carismas recebidos do Espírito Santo, mas também pode indicar o Evangelho que recebemos, a revelação e salvação que Cristo transmitiu à Igreja. Todos os discípulos missionários têm o dever de retransmitir esses dons, em palavras e ações. “Seria um erro apresentar-nos diante de Deus com a atitude deste terceiro servo: “Aqui tens o que é teu. Aqui está teu Evangelho, o projeto do teu reino, tu mensagem de amor aos que sofrem. Nós o conservamos fielmente. Não serviu para transformar nossa vida, nem para introduzir teu reino no mundo. Não quisemos correr risco. Mas aqui o tens intacto” (Pe. José Pagola).
Podemos perceber que o Senhor é duro com o terceiro servo que age de acordo com a lei, mas sem se arriscar e escondendo o talento. Jesus se dirige aos seus discípulos e também a nós hoje e quer estimular nossa capacidade em ir além do comum: “Avance para águas mais profundas”. Hoje precisamos arriscar, usar de toda criatividade possível para levar o Reino de Deus em todos os lugares, de modo especial naqueles mais difíceis. No evangelho o patrão reprova a atitude do servo “medroso” porque ele foi impedido de agir livremente e se acomodou em suas próprias seguranças. A imagem negativa que ele tinha do patrão era mais forte do que arriscar-se correndo o risco de ser corrigido. Não se pode viver e servir a Deus sem se arriscar.
A parábola deveria nos levar a refletir que tipo de servo somos: como os dois primeiros que arriscaram tudo para fazer frutificar o dom que Deus colocou sob sua responsabilidade ou como o terceiro que se deixou paralisar pelo medo e enterrou o tesouro e ainda culpou Deus por ter colocado em suas mãos uma responsabilidade que ele não era capaz de realizar? O evangelho indica que tipo de servo Deus deseja: aquele que tomou consciência do dom recebido e não mede esforços para torná-lo conhecido por todos. Senhor, ajuda-nos a ser um servo bom e fiel que aproveita cada oportunidade da vida para fazer frutificar os dons que recebemos de tua bondade. Amém!
Dom João Carlos Seneme, css
Bispo de Toledo
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