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Chuvas intensas e veranicos marcam o clima até janeiro

| 09/11/2017 - 21:00

Os próximos meses serão de chuva intensa com períodos de seca, os chamados veranicos, em todo o país. A informação é do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Até janeiro de 2018, o volume de chuvas deve ficar abaixo da média histórica na grande área que vai do Amapá ao norte de Minas Gerais e que inclui parte de Mato Grosso e da Bahia. Ainda assim, o risco de tempestades e desastres naturais é grande.
“A primavera é marcada por tempestades severas, e não precisa ter umidade muito alta para que elas aconteçam. A irregularidade vai marcar os próximos três meses, nos quais teremos épocas mais secas depois de chuvas, até bastante intensas, que são o que chamamos de severidades. Então, os episódios extremos tendem a acontecer”, explica o coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi.
As principais áreas de atenção compreendem o Centro-Oeste e a faixa que vai de São Paulo ao sul da Bahia.
No entanto, Seluchi acrescenta que o volume total de chuva pode ficar acima de média em decorrência das “severidades”. “Se, por um lado, pode ajudar a recuperar mananciais, por outro, tende a causar estragos, como aconteceu em Brasília e pode acontecer em toda essa região com potencial de chuvas abaixo da média.”
Abastecimento
Se o cenário se confirmar, aumenta a preocupação com o abastecimento de água e a produção de energia a partir de hidrelétricas. Os reservatórios de parte do Centro-Oeste operam com capacidade reduzida, enquanto represas da região e também do Sudeste apresentam volumes considerados baixos. De acordo com Marcelo Seluchi, o quadro é reflexo de sucessivos períodos de poucas chuvas nos últimos anos.
O Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do MCTIC é formado por especialistas do Cemaden, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Também estão representados órgãos ligados à área de climatologia, hidrologia e desastres naturais, a exemplo da Agência Nacional de Águas (ANA), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), entre outros.
Fonte: Asscom MCTIC
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