Política

Lava Jato descobre montante de barras de ouro na Suíça

| 06/10/2017 - 20:50

Lava Jato descobre montante de barras de ouro na Suíça

A mais recente operação de combate à #Corrupção, implementada pela Polícia Federal , acarretou a prisão do presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, nesta quinta-feira (05), através da denominada “Operação Unfair Play”, que é um desdobramento da Operação Lava Jato, considerada a maior operação de combate à corrupção na história contemporânea do país e conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A força-tarefa de investigação da Operação Unfair Play, que apura crimes relacionados à suposta corrupção, em conexão à realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, possibilitou uma descoberta considerada “impressionante”, pelos investigadores da Polícia Federal e Ministério Público Federal.
A escolha da cidade-sede para as Olimpíadas
Todo o trabalho de investigação apura a realização de uma compra de votos, para que se pudesse garantir a eleição do Rio de Janeiro, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com os desdobramentos das investigações da força-tarefa da operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, o presidente do Comitê Olímpico nacional, Carlos Arthur Nuzman, angariou nos últimos vinte e dois anos de presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) um aumento exponencial de seu patrimônio, em cerca de 457%. Ainda segundo os investigadores, não haveria uma indicação clara de seus rendimentos, além de ter sido mantida parte de seu patrimônio, de forma oculta na Suíça.
O mais intrigante, é que os investigadores descobriram uma verdadeira “fortuna” escondida em um cofre na Suíça, atribuída a Carlos Arthur Nuzman, preso nesta quinta, juntamente com seu braço direito, Leonardo Gryner.
Foram encontradas barras de ouro no cofre, totalizando em dezesseis barras do metal precioso. Vale ressaltar que Nuzman guardava a chave do cofre. De acordo com o Ministério Público Federal, existiria uma situação relativa à ocultação dos recursos em poder do representado (Carlos Arthur Nuzman) e em outros países, o que dificultaria o rastreio dos recursos e a consequente reposição dos danos ocasionados ao erário público.
Os procuradores da Operação Lava Jato foram ainda mais longe ao delimitar que grande parte das contas de Nuzman eram pagas em espécie, num engendro característico do sistema de lavagem de capitais”. Além disso, os procuradores afirmaram que “Nuzman, ao tomar conhecimento da apreensão dos recursos, tentou se adiantar de modo que pudesse evitar que as barras de ouro possivelmente depositadas no cofre, pudessem ser descobertas pelas investigações.
Defesa contesta
Segundo o advogado de defesa de Carlos Arthur Nuzman, Nélio Machado, já haveria um habeas corpus impetrado que não teria sido julgado, lamentavelmente. O defensor ressaltou ainda que analisaria quais os fundamentos da medida dura, em relação à prisão de seu cliente, o que, segundo ele, não seria algo usual, dentro dos padrões do devido processo legal.
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