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Funcionários públicos de Toledo não terão descanso extra!

| 06/09/2017 - 21:20

Muitos funcionários públicos esperavam um feriado prolongado para viajar ou descansar. Neste dia 7 de setembro, dia da Independência, os servidores municipais folgam, mas já voltam ao trabalho no dia 8, não gozando de um feriado prolongado, como era de costume, deixando inúmeros servidores insatisfeitos com a gestão. Se o prefeito decretasse ponto facultativo, teria que pagar horas extras para manter os serviços essenciais funcionando por mais um dia, tais como saúde e segurança. Até que a idéia é louvável, cumpra-se a Lei de responsabilidade fiscal em seu artigo 22-V, mas se contradiz, diante das últimas nomeações realizadas. Para corrigir sua fraca representatividade na câmara municipal, nomeou mais dois secretários com super salários. Sabemos que seu “calcanhar de Aquiles” está na saúde e a medida visa diminuir os altos custos de horas extras geradas pelo setor no município, onde funcionários estão recebendo salários equiparados ao do prefeito, gerando um grande descontrole. O mais intrigante é que somente o setor da saúde, que recebem em espécie o valor das horas extras, em detrimento dos demais funcionários que trabalham em feriados e são obrigados a se contentar com banco de horas, como por exemplo, na educação onde os “mestres” se dedicam mais fora das salas que durante as aulas, a guarda municipal que trabalha todos os dias e principalmente nos feriados, na segurança dos prédios públicos, equipamentos, bens públicos e ao atendimento de trânsito, onde não possui o mesmo direito que o setor da saúde. Vou mais longe nessa minha análise, vou ao item que está descontentando inúmeros servidores, chamado FG. Foram feitas as promessas de Funções Gratificadas, para um grande número de servidores que exercem funções e assumiram responsabilidades há mais do que seus cargos de concurso com a promessa de uma remuneração, porém já se passaram 9 meses e ninguém foi contemplado, pior, sem qualquer esperança. A Lei nº 2.158/13 deixa claro quais funções que dá direito ao benefício das gratificações, porém não vem sendo cumprida nesta gestão. Os servidores já estão desmotivados em permanecer vestindo a camisa do governo, pois diariamente são surpreendidos com novas nomeações de médicos, assistentes de administração, cozinheiros, professores, serviços gerais, inúmeros cargos em comissão e para coroar essas contradições, veio a nomeação de Ademir José Paludo para secretário da juventude. Isso gerou mais gastos e o governo de Lucio de Machi sempre se utiliza da desculpa do limite prudencial para não liberação dos FGs. Quero fazer um “parêntese” nesse artigo para melhor fundamentar essas linhas, por que acompanhei as promessas e uma delas se refere aos servidores agentes do ESTAR, ligada a Secretaria de Segurança e Trânsito que foram iludidos pelo governo, que são deslocados continuamente de suas funções, para trabalhar no ESTAR , lhes habilitando gratificação prevista em Lei, devido o serviço ser exaustivo e não estão recebendo as promessas feitas. Com isso o desgaste só aumenta além de os mesmos estarem sofrendo críticas por estarem cumprindo somente a Lei, que os representantes do povo aprovaram e desaprovaram, colocando em cheque todo o trabalho da equipe e desgaste da gestão. Creio que esses servidores que estão nesta situação devem se organizar e colocar em uma reunião com o prefeito com esse intuito de cobrar um posicionamento para que o próprio município não venha a ter problemas de abandono de trabalhos extras por parte dos servidores em todos os setores.
Eliseu Langner de Lima
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