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PARANÁ SE PREPARA PARA REQUERER SUSPENSÃO DA VACINAÇÃO

| 21/08/2017 - 21:30

A Secretaria da Agricultura e Abastecimento e a Agência de Defesa
Agropecuária do Paraná (Adapar) solicitaram ao Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma auditoria para atestar o
Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. “Se tudo der
certo, esperamos fazer a última campanha de vacinação contra febre
aftosa em maio de 2018”, afirma o secretário da Agricultura e
Abastecimento, Norberto Ortigara.

A medida é consenso nas lideranças das cadeias produtivas de proteína
animal no Paraná como bovinos, suínos, aves, leite e peixes. “Os
líderes decidiram, em conjunto, suspender a campanha de vacinação no
ano que vem”, complementou.

De acordo com Ortigara, ao tornar o estado área livre da doença sem
vacinação, o objetivo é alcançar mercados mais disputados e
valiosos, um desafio que provocará uma transformação no setor
produtivo de proteínas animais no Paraná. “Temos que deixar de usar
ferramentas antigas e partir para a inteligência no controle
sanitário”, defendeu.

“65% do mercado suíno no mundo não compra carne suína do Brasil
porque o país ainda vacina contra febre aftosa. Não conseguimos
acessar mercados importantes como Japão e Coreia do Sul, que só
compram carne suína de países sem vacinação contra aftosa”,
complementou.

PROCESSO - De acordo com o diretor-presidente da Adapar, Inácio Afonso
Kroetz, a agência está trabalhando com a expectativa de ter
condições para que seja possível recomendar tecnicamente, e com
segurança, a suspensão da vacinação contra a febre aftosa. E que o
prazo entre a retirada da vacinação e o reconhecimento nacional e
internacional seja o menor possível.

Historicamente, os índices de vacinação contra a febre aftosa no
Paraná estão acima de 95% e as propriedades com avicultura e
suinocultura comercial estão todas georeferenciadas, bem como 92,38%
das propriedades cadastradas com bovinos. A meta é atingir 100% de
georeferenciamento nas propriedades com bovinos até o final de
novembro.

“Os resultados da auditoria são decisivos para os encaminhamentos
oficiais da condição para a suspensão da vacinação e o
reconhecimento de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação”, disse
Kroetz.

PREPARAÇÃO - Os preparativos para almejar o status pleiteado vêm
sendo construídos ao longo dos anos, seguindo normas e recomendações
tanto pelo Mapa como pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE),
responsáveis pelo reconhecimento nacional e internacional.

Recentemente, o Governo do Paraná autorizou a contratação de mais 35
médicos veterinários remanescentes de concurso realizado em 2014. Eles
complementarão a ocupação necessária em postos de trabalho
estratégicos para a defesa sanitária agropecuária animal no Estado.
Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

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