Política

Inquérito investiga o governador do Paraná Beto Richa

| 11/08/2017 - 21:20

Inquérito investiga o governador do Paraná Beto Richa

A Procuradoria-Geral da República (PGR) começou a ouvir nesta quinta-feira (10) as primeiras testemunhas em um inquérito que apura supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Há indícios de que o tucano tenha beneficiado uma empresa que fez negócios com a família dele, ao assinar um decreto para liberar construções comerciais às margens da BR-277, em Paranaguá, no litoral do estado.
Os depoimentos foram prestados à PGR na tarde desta quinta-feira. Foram ouvidos o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Tarcísio Mossato Pinto, o chefe do departamento de licenciamento e atividades florestais do IAP, Venilton Pacheco Mucillo, e o empresário Theodócio Jorge Atherino, sócio da empresa Green Logística.
O inquérito foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso já é investigado em primeira instância, em Paranaguá. Cinco pessoas respondem ao processo.
Segundo as investigações, a Green Logística foi a empresa beneficiada com o decreto assinado por Richa. Em novembro de 2013, a empresa pediu ao IAP uma licença prévia, para construir um estacionamento de caminhões, em uma área de mata atlântica, às margens da BR-277. O local fica próximo ao Porto de Paranaguá. Um mês depois, a Green Logística comprou o terreno onde pretendia construir a obra.
No mês seguinte, Richa asssinou o decreto, considerando de interesse público o eixo modal de Paranaguá, que incluía a área do estacionamento. O texto diminuiu as restrições ambientais para o funcionamento de postos de combustíveis, armazéns e estacionamentos, mas o Ministério Público diz que essas atividades não são reconhecidas como de utilidade pública, nem de interesse social.
Em fevereiro de 2014, com base no decreto de Richa, o IAP concedeu a licença prévia à Green Logística e a empresa começou a desmatar uma área de aproximadamente 13 hectares, para iniciar a obra. A licença, porém, foi suspensa, a pedido do Ministério Público.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, que iniciou as investigações, a Green Logística não cumpriu as exigências para começar a obra, mas ainda assim obteve a autorização do IAP. O relatório de vistoria foi assinado por Venilton Pacheco Mucillo, que foi ouvido nesta quinta.
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