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Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face!

| 11/08/2017 - 22:00

Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face!

Jesus, depois da multiplicação dos pães, está novamente com seus discípulos no mar da Galileia e ordena que eles sigam adiante até a outra margem sozinhos porque quer ficar sozinho e rezar. Em muitas situações vemos Jesus se distanciar de todos para ter um momento de solidão para entrar em contato com o Pai para sustentar a sua missão. Enquanto isso os discípulos se debatem diante de uma tempestade e se assustam.
Naquele tempo os pescadores acreditavam que o mar e a tempestade eram símbolo da força do mal e da morte. Então, Jesus lhes aparece andando sobre as ondas e infunde paz e confiança com sua presença, com sua palavra, com o contato de sua mão. Só Deus era capaz de dominar a natureza. Simão Pedro sente-se logo animado e quer ir ao encontro de Jesus andando como ele sobre as ondas. Mas, de repente, vê novamente diante de si o vento e as águas e toma consciência de sua fragilidade. Grita por Jesus “Senhor, salva-me”. Jesus o salva, mas não sem antes lhe censurar a falta de fé. E então, com um gesto que revela toda sua majestade, Jesus acalma as ondas. Agora, os discípulos o reconhecem como o Senhor, o Filho de Deus, e o adoram.
Esta narração revela a situação da Igreja de todos os tempos que é representada pelo barco de Pedro. As dificuldades, perseguições, desalentos são representados pelo mar revolto, ondas fortes que causam medo, assustam. A presença de Jesus, que desce do monte, revela que Ele não está longe e nem nos deixará lutando com as ondas. Basta invocá-lo e Ele vem em socorro da sua Igreja.
Pedro experimenta a força salvadora de Jesus que o sustenta e salva. O episódio reflete a fragilidade da fé dos discípulos, que não reconhece a presença de Deus nas dificuldades. Pedro é desafiado a sair de si: “Vem!” É convidado a fixar os olhos no Outro. Neste encontro o homem aprende a ter confiança em si mesmo. Pedro sente medo porque precisa sair de si e se arriscar. Neste contexto a fé se faz necessária: ela indica que não podemos nas próprias forças, mas precisamos arriscar e colocar a vida nas mãos de Deus.
“Tende confiança. Sou Eu. Não temais”. Mesmo quando a nossa fé vacila, sabemos que a mão de Jesus está lá, estendida, para que não sejamos submergidos pelas forças do egoísmo, da injustiça, da morte. Nada nem ninguém poderá roubar a vida àqueles que lutam para instaurar o Reino. Jesus, vivo e ressuscitado, não deixa nunca que sejamos vencidos.
Neste domingo celebramos o Dia dos Pais e enfatizamos o valor da vocação ao Matrimônio e o valor da família na missão de revelar a face de Jesus e o projeto de Deus. O matrimônio é o chamado de Deus onde ocorre a união legal e espiritual do homem e da mulher a fim de constituírem uma só carne. É uma doação total de si ao outro como oferta de amor e completude. É o chamado a constituir família, santuário da vida, Igreja doméstica e berço de tantas outras vocações.
Neste domingo iniciamos também a Semana Nacional da Família. O tema central deste ano é “Família, uma luz para a vida em sociedade”, que sublinha a importância das ações dos cristãos leigos e leigas na sociedade.
Dom João Carlos Seneme, css
Bispo de Toledo
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