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Safra registra rentabilidade até 50% menor em todas as atividades do agro brasileiro

| 11/08/2017 - 22:00

Um estudo realizado pela Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) mostra que a safra de 2016/17 foi de baixa rentabilidade em todos os setores da agropecuária nacional.
O economista-chefe da federação, Antônio da Luz, destaca que, em algumas regiões, essa queda de rentabilidade supera 50%. Desde o ano passado, a Farsul vem realizando uma projeção na qual estes resultados, que já eram aguardados, se mostravam presentes.
A última safra foi plantada com custos e câmbio elevados, com preços internacionais muito baixos no momento da colheita. Depois da operação Carne Fraca e da delação da JBS, os preços do boi gordo também chegaram a menores níveis.
Assim, este pode ser considerado o ano “da safra cheia e do bolso vazio”, como aponta Luz. Há uma safra recorde com altas produtividades para a soja, mas a rentabilidade do produtor não ocorre.
“Para a economia, a superssafra é excelente”, avalia o economista. Entretanto, para o produtor, a rentabilidade não depende do tamanho da safra e, sim, da receita menos o custo. “O produtor rural brasileiro precisa ser um produtor de lucro. Temos que parar de bater as metas dos fornecedores e bater as metas do Governo”, pondera.
Quando o problema é complexo, “raramente tem uma explicação só”, lembra. Mas ele aponta fatores como o câmbio, a produção maior do que a demanda e as dificuldades de escoamento, com fretes caros, como alguns dos principais fatores que influenciam nesta queda. Para Luz, falar em expansão de produção não é uma visão correta enquanto o país não possuir uma infraestrutura que permita uma produção maior.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou hoje 107 milhões de toneladas de soja e 95 milhões de toneladas de milho para a próxima safra brasileira. Para Luz, com os preços caindo, é um bom dia para o produtor decidir quais são as metas que ele deseja bater.
Ele lembra que também não é possível “se iludir com questões conjunturais”. Houve um alinhamento de fatores no mundo que fizeram com que o preço do milho alcançasse altos níveis em 2016. Para a soja, por sua vez, os preços estão em queda desde 2015, mas o câmbio em alta havia “criado um véu” sobre as vendas brasileiras, que eram rentáveis mesmo com Chicago em queda.
Luz salienta que, quando a economia brasileira voltar a crescer por volta dos 2% a 3%, o câmbio deve retornar a um patamar abaixo dos R$3,00, em um equilíbrio a longo prazo bem diferente do que é visto hoje.
O economista pede atenção aos produtores para o projeto de reforma tributária que vem sendo desenvolvido pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). “Nós precisamos discutir tributação em cima de custo de produção”, aponta.
Fonte: Notícias Agrícolas
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