Política

Raquel Dodge se expôs ao se encontrar com Temer fora da agenda

| 10/08/2017 - 21:30

Raquel Dodge se expôs ao se encontrar com Temer fora da agenda

Interlocutores da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, admitem reservadamente que ela se expôs de forma desnecessária ao se encontrar, na noite de terça-feira fora da agenda oficial, com o presidente Michel Temer horas após a defesa do peemedebista ter pedido a suspeição do atual chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, em investigações que o envolvem, disse à Reuters uma fonte ligada a ela.
A justificativa dada por Raquel Dodge e pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto foi de que os dois discutiram a posse dela no cargo em 18 de setembro, uma vez que no dia seguinte Temer vai participar da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, nos Estados Unidos.
A fonte disse, sob a condição do anonimato, que desde a semana passada Dodge tentava agendar sem sucesso um encontro com Temer para discutir os detalhes da cerimônia.
Na quarta-feira, segundo a fonte, a futura procuradora-geral recebeu a sinalização do governo de que o encontro poderia ocorrer ao longo do dia no Palácio do Planalto e pediu para ela ficar de prontidão.
Mas ela só foi acionada à noite para ir ao Palácio do Jaburu, em encontro ocorrido fora da agenda, um dos argumentos usados por Janot para contestar a atuação de Temer no episódio da delação de Joesley Batista, da JBS.
Posse no planalto
A tendência, segundo a fonte contou, é que a posse de Raquel Dodge ocorra no Palácio do Planalto e não no auditório da Procuradoria-Geral da República, como ocorreu em algumas posses dos últimos procuradores-gerais.
Isso porque, na avaliação dos cerimoniais das duas instituições, seria mais fácil atender no Planalto todo o protocolo de segurança exigido para o comparecimento do presidente e, além disso, conjugar com a demanda de Temer que precisará viajar logo em seguida para fora do país.
Desde a semana passada, o debate sobre o local da posse da nova procuradora-geral estava sendo travado pela equipe de transição.
Um aliado da nova procuradora-geral reconheceu que o episódio desgastou-a desnecessariamente. Para ele, o momento atual é delicado, mas avalia que Raquel Dodge precisa passar por essas “chuvas” para entender a dinâmica do poder e se precaver em situações como essa.
A atual subprocuradora-geral da República enviou ofício a Rodrigo Janot --tido internamente como seu desafeto-- para explicar a razão do encontro com Temer, a posse dela. Ela também conversou com o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, sobre o encontro e reafirmou a ele ter ido conversar com Temer a respeito da posse.
Transição
Por ora, a relação entre as equipes de Raquel Dodge e Rodrigo Janot no período de transição têm sido boas, segundo interlocutores dos dois lados afirmaram à Reuters nos últimos dias.
A nova procuradora-geral tem pedido por escrito informações sobre o gabinete de Janot, tais como número de processos cooperações internacionais realizadas. O objetivo é subsidiá-la de dados para começar os trabalhos logo após a posse.
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