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DIs saltam após denúncias envolvendo Temer; mercado vê corte menor da Selic

| 18/05/2017 - 20:00

As taxas dos contratos futuros de juros dispararam ontem, quinta-feira e foram para os limites máximos, repercutindo a aversão ao risco depois que denúncias atingiram o presidente Michel Temer e com os investidores já apostando que o Banco Central vai desacelerar o ritmo de cortes da Selic agora.
A curva de juros precificava cerca de 90 por cento de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) no final do mês e o restante era de apostas de 0,25 ponto, segundo dados da Reuters Na véspera, a maioria das apostas indicava corte de 1,25 ponto agora.
Profissionais ponderaram, entretanto, que devido ao nervosismo dos negócios e a paralisia após as taxas terem atingido os limites de máxima, a precificação dos DIs nesta sessão ainda deveria sofrer ajustes.
A Selic está hoje em 11,25 por cento ao ano, após dois cortes de 0,25 ponto cada, dois de 0,75 ponto e um de 1 ponto.
“O mercado agora tem certeza de que a reforma (da Previdência) vai atrasar. É um cenário péssimo, abala a confiança no país e interrompe a caminhada do Brasil de volta ao grau de investimento”, afirmou o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer.
O CDS de 5 anos do Brasil, por exemplo, disparou 68 pontos-base nesta sessão e foi a 274 pontos-base, o maior nível desde janeiro.
O temor é de que as reformas, em especial da Previdência, sejam deixadas de lado neste momento de forte turbulência política.
Como a maioria dos ativos operava nos limites máximos de negociação, a B3 divulgou comunicado elevando esses percentuais e os DIs os atingiram em seguida.
“É uma situação de pânico geral, com incerteza total em relação aos desdobramentos”, afirmou o estrategista da Fator Administração de Recursos, Paulo Gala.
Mais cedo, o Tesouro Nacional e o BC publicaram notas afirmando que estão atentos ao mercado e que atuarão para manter sua plena funcionalidade.
O Tesouro suspendeu o leilão de venda de LTN e LFT programado para esta sessão, enquanto que o BC ampliou a atuação no mercado de câmbio.
Até então, os mercados financeiros estavam vivendo uma espécies de lua-de-mel com o governo Temer, apostando que ele conseguiria angariar votos suficientes para aprovar as reformas no Congresso Nacional. O dólar, nesta semana, chegou a fechar abaixo do patamar de 3,10 reais.
Além disso, a economia vinha dando alguns sinais de recuperação, depois de dois anos seguidos de forte recessão. A inflação também vinha perdendo fôlego e possibilitando que o BC fizesse reduções importantes na taxa básica de juros, o que tem potencial para estimular o consumo.
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