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Trabalhadores de frigorífico servem de fonte de estudos

| 20/04/2017 - 21:40

Trabalhadores de frigorífico servem de fonte de estudos

O fisioterapeuta Alexandre Crespo Coelho da Silva Pinto, professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Campus Uruguaiana (RS), está entrevistando trabalhadores do setor de aves do frigorífico da BRF em Toledo para coleta de dados que servirão de base para sua pesquisa de doutorado em ergonomia, como parte do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Nesta semana, ele esteve na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Toledo e Região aplicando um questionário que visa avaliar distúrbios musculoesqueléticos relacionados à atividade ocupacional que é conhecida como Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), em trabalhadores deste setor na região Sul do Brasil, que compreende os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio de Grande do Sul.
“O estudo é parte do projeto de pesquisa que visa construir e validar um instrumento de avaliação através dos trabalhadores deste setor”, explica o professor.
Segundo o estudo, o segmento de abate e industrialização de carnes e derivados possui uma organização de trabalho característica onde as atividades desenvolvidas nas linhas de produção apresentam ciclos de trabalho curtíssimos e altamente repetitivos caracterizando-se assim como uma atividade econômica sui generis.
“A origem da demanda do presente estudo partiu da investigação de problemas ergonômicos de um sistema de produção já implantado e em funcionamento há muitos anos no Brasil, que é o caso da indústria frigorífica que apresenta um contexto ergonômico com características próprias”, diz Alexandre Crespo.
A DORT corresponde a um conjunto de desordens inflamatórias e/ou degenerativas que acometem tendões, nervos, músculos, articulações, que resultam principalmente em dor e incapacidade funcional, seja ela permanente ou temporária.
Após a conclusão desta etapa de trabalho, o doutorando deve retornar a Toledo no mês de maio para finalizar a coleta de dados da pesquisa.
CONTRIBUIÇÃO IMPORTANTE
Para o presidente do STIA-Toledo, João Moacir Lopes, essa coleta de dados e pesquisa sobre distúrbios osteomusculares dão uma contribuição significativa para os trabalhadores do setor de frigoríficos. “Colocamos o Sindicato a disposição por entender que esse trabalho, na prática, vai apontar maneiras de se precaver contra essas doenças causadas por esforço repetitivo no setor de alimentação”, afirma o presidente.
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