Editorial

O desmonte da Clínica de Fisioterapia do Alcides Pan

Sérgio Ferreira | 18/02/2017 - 00:01

O desmonte da Clínica de Fisioterapia do Alcides Pan

Fim de semana e, confesso (na primeira pessoa mesmo) que gostaria de estar usando este espaço de editorial para escrever algo mais ameno, suave. No entanto, parece que calmaria e amenidade são tudo que uma parte da turma ‘atrapalhada’ do Paço Municipal de Toledo não quer. Esses agem como se tivessem o poder supremo para fazerem as coisas como bem entendem. Agem como se estivessem na iniciativa privada. Enganam-se. A coisa pública requer transparência, seriedade e muita cautela.
Clara demonstração desse tipo de atitude prepotente ocorreu esta semana nas dependências do Ginásio de Esportes Alcides Pan. No local foi montado uma Clínica de Fisioterapia, projetada pelas secretarias municipal de Planejamento e de Esporte e Lazer, no ano passado. Ou seja, um trabalho desenvolvido na gestão anterior. Mas, isso é o que menos deveria importar: quem fez. Afinal de contas foi feito todo um planejamento, gasto recursos públicos, espaço adaptado conforme normas da Vigilância Sanitária e padrões de acessibilidade. Só a adequação do espaço custou 15 mil reais. Um investimento total de quase 30 mil reais.
Tudo estava prontinho e arrumado, com equipamentos, apenas aguardando a próxima etapa do projeto que previa a contratação dos fisioterapeutas, ou ainda, a possibilidade de convênio com a Unipar para que a Clínica passasse a desenvolver um importante trabalho no atendimento de atletas, idosos dos programas da Secretaria de Esportes e também o paradesporto, as pessoas com deficiência. Segundo o planejamento do projeto, a Clínica teria por meta trabalhar questões da prevenção de lesões, assim como também reabilitação e outros procedimentos fisioterápicos.
E o que aconteceu por lá? Aconteceu mais uma atitude atrapalhada e desrespeitosa com os recursos públicos. Simplesmente a Clínica amanheceu vazia. Todos os equipamentos foram retirados do local e levados para o prédio do Hospital Regional que, como todos sabem, ainda não está funcionando. Na verdade o destino dos equipamentos só veio a público após a denúncia feita pela vereadora Marli do Esporte, que era a ex secretária do Esporte e Lazer. Total falta de respeito e de cuidado no trato com o dinheiro público e programas de atendimento ao esporte, idosos e paradesporto.
Qual seria a justificativa para se tomar uma atitude dessas ao invés de garantir o seguimento e a conclusão do projeto? Birra? Disputa de ego? Ou pura prepotência mesmo? Difícil saber. Afinal, mesmo que esses equipamentos sejam usados no futuro em outro espaço e para outra finalidade que não seja o atendimento ao desporto e paradesporto, é uma total falta de consciência e capacidade administrativa cometer um ato impensado desses.
A população de Toledo e, neste caso mais especificamente os esportistas, paradesportistas jovens, adultos e idosos, exigem respeito, sobriedade e seriedade por parte no novo secretário de Esportes e Lazer e de toda equipe do Prefeito Lúcio de Marchi. No serviço público sempre antes de agir é preciso pensar muito bem e, principalmente ouvir e conversar com servidores e população atendida pelas politicas públicas. Prefeitura não é empresa particular.
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  • Jorge Huyer
    "Primeiramente, é preciso ter um despertar contra essas políticas de extrema direita. Os esgotos estão cheios de homens gananciosos e poderosos nesse exato momento. As mídias, a música, é um lugar legítimo para se expressar protesto, músicos têm um direito absoluto, um dever, de abrir suas bocas para falar. Roger Water Ping Floyd
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"Poder-É a capacidade de arbitrariamente, agir e mandar, exercer a autoridade, a soberania, o império dos grupos que se formam visando o poder, o monopólio. Quanto maior a dependência de A em relação a B, maior o poder de B em relação A. Desconhecido"
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