Economia

Diretor do BC diz que já é possível sentir “certo alívio” na inflação

| 23/12/2016 - 00:01

Diretor do BC diz que já é possível sentir “certo alívio” na inflação

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana, considera que a população já sente a redução da inflação no dia a dia, principalmente, nos preços de alimentos. Para ele, já é possível sentir “certo alívio”, com aumento do poder de compra dos trabalhadores. Viana apresentou ontem (22), em Brasília, o Relatório de Inflação do quarto trimestre do ano.
No documento, o BC projeta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,5%, no limite da meta de inflação para 2016. A nova estimativa está 0,1 ponto percentual abaixo da divulgada em setembro (6,6%).
A meta de inflação tem como centro 4,5% e limite superior de 6,5% neste ano. Para 2017, o teto é 6%, mas a projeção do BC indica inflação no centro da meta (4,5%). A estimativa para 2017 é 4,4%. Em 2018, a expectativa é de inflação ainda mais baixa: 3,6%.
Viana disse que o BC foi surpreendido positivamente com as taxas de inflação. “Claramente passamos a ter um comportamento mais favorável da inflação de alimentos. Mas a melhora recente vai um pouco além dos alimentos. Temos um processo de desinflação um pouco mais difundido”, afirmou.
O diretor do Banco Central acrescentou que as projeções divulgadas ontem pelo BC não contemplam a prévia do IPCA divulgada quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA-15 fechou o ano com taxa de 6,58%, inferior aos 10,71% do ano e está próxima do teto da meta de inflação.
Viana disse, também, que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a taxa básica de juros, vai analisar o resultado “com toda calma” para tomar sua decisão nos dias 10 e 11 de janeiro de 2017.
“O indicador vai se incorporado ao conjunto de informações que o Copom considera nas suas reuniões. Sinto muito jogar um balde de água fria, mas não tenho nada a dizer sobre o IPCA-15”, acrescentou.
Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o Banco Central tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica de juros, a Selic. Nas suas duas últimas decisões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.
Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 10,50% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
Reformas
O diretor do Banco Central, Carlos Viana, disse ainda que as reformas estruturais das contas públicas são relevantes e consideradas nas projeções do BC. Ele citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência como questões de “primeira ordem”.
Para Viana, a reforma da previdência deve tramitar no Congresso Nacional de forma mais lenta do que a PEC do Teto dos Gastos Públicos porque envolve maior debate com a sociedade. “A PEC dos Gastos tramitou mais rapidamente e passou de maneira mais integral”, disse.
    SEJA o primeiro a comentar
  • Nome

    E-mail

    Escreva um comentário

Notícias de 'Economia'

Piora no cenário internacional contribui para fim do ciclo de cortes nos juros

Receita Federal bate recorde de autuações em 2017

Petrobras corta preço da gasolina em 3%, maior queda em quase 3 meses

Preço da energia elétrica cai e IPCA sobe 0,29% em janeiro, bem abaixo do esperado

Preço da energia elétrica cai e IPCA sobe 0,29% em janeiro

Plenário pode aprovar fim de impostos sobre medicamentos

Governo proíbe viagens a serviço de primeira classe e executiva

Ministro aponta cartel em corporações do setor de combustíveis

Preço de commodities tem alta de 0,92% em janeiro

Vendas industriais caem 23,16% em quatro anos, mostra estudo da Fiep

Mais Destaques
"Dirigiu bêbado e foi pego, ANOTE AI: é crime sem fiança! A pena mínima é de CINCO ANOS de reclusão, perde a careteira de motorista definitivamente e essa pena NÃO se pode converter mais em prestação de serviços, ou seja, vai ficar PRESO! "
(Governo Federal)
Enquete
Tempo Toledo
Cotações
Compra Venda
Dólar comer.
Euro (real)